quinta-feira, 4 de junho de 2009

Quem Ama

Quem ama sente ciúmes, muito ou pouco não importa, mas sente, sim. Quem deixou de amar já não se importa e deixa o outro totalmente à vontade, para que ele próprio possa estar também assim.

Quem ama vez por outra dá uma patrulhada no território e delimita as suas fronteiras. Quem deixou de amar já não fiscaliza, é frio, controlado e jamais perde as estribeiras.

Quem ama sempre acha tempo e encontra um jeito para estar com seu amor. Quem deixou de amar vai postergando sem pressa, deixando que o vento sopre a seu favor.

Quem ama faz perguntas pessoais e usa muito o pronome "nós". Quem deixou de amar conversa banalidades e esquece o significado do advérbio "a sós".

Quem ama quer saber da vida do outro com detalhes e transparência. Quem deixou de amar se esquiva e não cobra do outro mais nada, nem ao menos coerência.

Quem ama é pródigo em e-mails, telefonemas e com muito carinho dá um jeitinho de marcar presença. Quem deixou de amar é pródigo em desculpas e pretextos com os quais passa um verniz para disfarçar a indiferença.

Quem ama é naturalmente fiel e está sempre voltado às necessidades do outro ser. Quem deixou de amar só é fiel a si próprio e ao seu bem-estar e já não percebe os danos que causa, querendo ou sem querer.

Quem ama, mas não pode corresponder por imperativo das circunstâncias, abre o jogo e é sincero. Quem deixou de amar não descarta o outro do baralho, para o caso de uma eventualidade.

Será que neste momento você ama ou deixou de amar?
Se já não ama, com certeza irá se calar ou talvez até dizer:
- Face ao exposto, nada tenho a declarar!


[Autor Desconhecido]

Um comentário:

Pedro Antônio disse...

Olá, Tíssima!

Você tocou num ponto importante: desconfio que o acaso seja parente do destino - ou será que eles são um só?! :)

Lindo, texto, bela imagem!

Beijãoooooooo!

Pedro Antônio